O Salar de Uyuni é uma das paisagens mais surreais que você vai ver em sua vida. Ele tem mais de 10 mil metros quadrados de puro sal. Você se sente em um deserto branco e demora um pouquinho pra acreditar na beleza em frente aos seus olhos.

A profundidade total do salar chega a mais ou menos 140 metros. A primeira camada de sal tem 20 cm, depois as camadas se alternam entre terra e sal.

Uma das formas mais populares e baratas para chegar ao famoso Salar de Uyuni é comprando um tour que parte de San Pedro de Atacama. Existe o coletivo (em que o preço é acessível) e o privado que custa o olho da cara e pode valer a pena só se você estiver em grupo e for dividir o valor (ou se você for rico 😊).

Ir do Atacama ao Salar de Uyuni tem sido muito procurado pelos viajantes. Então, vou compartilhar nesse post minha experiência pra você saber como funciona o tour. Bora!

Dia 1 – de San Pedro de Atacama até a Bolívia

Prepare-se para acordar cedo, a viagem começa entre 7h30. Uma van passa em seu hotel e leva todo o grupo até a imigração chilena. Não esqueça de levar seu PDI, um papel que é dado a todos que ingressam o Chile.

A fila é grande, todas as agências se encontram ali. Quem quiser ir ao banheiro tem que ir preparado porque as condições são péssimas. O problema é que o próximo toilette é só na entrada da reserva Nacional Eduardo Avaroa, na Bolívia e precisa pagar 3 bolivianos para usar.

Burocracia de passaporte feita, seguimos para a imigração da Bolívia. A fronteira é bem precária, apenas um escritório no meio do nada (sem banheiro). É nessa parada que as agências oferecem o café da manhã.

A variedade é boa, pães, manteiga, queijo, presunto, achocolatado, café, leite. Depois, é formado grupos com 6 pessoas que irão viajar no mesmo jipe. As malas vão ao topo do carro e só é possível pegar à noite. Então, leve com você o que vai precisar para o dia.

A próxima parada é na entrada da reserva Nacional Eduardo Avaroa, lá é preciso pagar o valor de 150 bolivianos por pessoa.

É depois disso que o show de beleza começa

As primeiras atrações são a laguna blanca e a laguna verde, dois lugares espetaculares aos pés do imponente vulcão Licancabur. A parada em cada uma é cerca de 15 minutos, dá para tirar muitas fotos e aproveitar a paisagem.

Seguindo viagem, é feita outra pausa rápida no Deserto de Salvador Dali. Esse nome é porque as formações rochosas em meio a paisagem meio avermelhada lembram alguns dos quadros surrealistas do pintor espanhol.

E continuamos até as águas termais. Aqui rolou, pelo menos pra mim, uma leve decepção. É que ao vivo o espaço para banho é bem menor do que se parece nas fotos.

Quem quiser se banhar nas águas quentinhas (cerca de 34 graus!) deve desembolsar 3 bolivianos, se for usar o banheiro ecológico, mais 3 bolivianos. O guia libera cerca de 30 minutos para curtir o lugar.

Saindo de lá é hora de parar no Geiser Sol de la Mañana. Menor que o do Atacama, mas de beleza extraordinária. Nesse momento chegamos a maior altitude do tour, são 4900 metros acima do mar.

Tour Salar de Uyuni, parte da tarde

O almoço acontece no mesmo alojamento em que vamos passar a noite. O menu conta com sopa de entrada, salada, purê de batata e carne.

Se você é vegetariano, como eu, avise o guia e eles consideram fazer um ovo. Veganos ficam com os vegetais.

A última visita do dia é a surreal laguna colorada. O tom da água é avermelhado e por lá estão mais de 30 mil flamingos de três espécies diferentes. A quantidade de aves realmente impressiona, a parada é de cerca de 30 minutos.

Retornando ao alojamento, é hora do café da tarde e depois o jantar. Neste alojamento não há duchas, então é tudo na base do lencinho umedecido. A energia também não é constante, ela dura cerca de 2 a 4 horas. O local é bem simples, dormem seis pessoas por quarto.

Continue lendo aqui sobre o tour do Salar de Uyuni, para facilitar a leitura eu dividi em dois posts.

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